sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes

3 comentários:

  1. Valeu Larissa!!!

    Esse poema de Vinicius é lindo e tem tudo haver com o nosso tema.

    Prof. Zé Raimundo

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  2. [Quem Sabe um Dia]

    Quem Sabe um Dia
    Quem sabe um dia
    Quem sabe um seremos
    Quem sabe um viveremos
    Quem sabe um morreremos!

    Quem é que
    Quem é macho
    Quem é fêmea
    Quem é humano, apenas!

    Sabe amar
    Sabe de mim e de si
    Sabe de nós
    Sabe ser um!

    Um dia
    Um mês
    Um ano
    Um(a) vida!

    Sentir primeiro, pensar depois
    Perdoar primeiro, julgar depois
    Amar primeiro, educar depois
    Esquecer primeiro, aprender depois

    Libertar primeiro, ensinar depois
    Alimentar primeiro, cantar depois

    Possuir primeiro, contemplar depois
    Agir primeiro, julgar depois

    Navegar primeiro, aportar depois
    Viver primeiro, morrer depois!


    // Poema de Mário Quintana amor*

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  3. Valeu Maria!!

    Você está contribuindo com várias pérolas!!!

    Prof. Zé Raimundo

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